Acredito que a autoridade palestina como um todo vem amadurecendo, os Palestinos estão de fato querendo um estado, agora será necessário criar as instituições que alicerce a democracia.
A autoridade palestina foi firme em dizer NÃO, as pressões Israelenses e Americanas, lado positivo disso, é que me parece que existe uma atmosfera no reconhecimento do estado Palestino mesmo sem o acordo de paz com Israel e isso é muito positivo.
O mais interessante é que Bibi (Netanyahu) e seu ministro de relações (Grosserias) exteriores o chanceler Avigdor Lieberman conseguiu o que nenhum governante árabe conseguiu, criar um consenso do estado palestino com data fixada, independentemente de acordo de paz.
Também é importante destacar que em Gaza, está surgindo um movimento que se opõe a ocupação de forma pacifica, e somente assim, com a paz é que os Palestinos conseguirão formar um estado ao lado de Israel, convivendo de forma harmônica, respeitosa, e prospera.
Hoje quero compartilhar a alegria de passar na Universidade federal, porém, tenho uma ressalva a fazer, achei que seria emocionante, mas, não foi, fiquei alegre, mas, somente, isso...
Minha esposa também ficou muito feliz, acho que mais do que eu, não que eu não quisesse estudar , muito pelo contrario, mas, hoje tenho projetos muito maiores, pois é, maior do que matemática, na federal, quem me conhece sabe o quanto quis isso, matemática, na federal, mas, estranhamente isso não mexeu emocionalmente comigo...
Fico mais feliz em ver minha esposa com olhos reluzentes depois de ganhar uma “Melissa” (Espécie de Calçado, ou sandália de dedos, da moda, na qual minha esposa acredita que uma mulher, não possa viver sem pelo menos, uma duzia de cada coleção).
Obviamente meus olhos não ficam como os de minha esposa, principalmente quando olho o “saldo a pagar”.
Quero escrever um livro, ter um filho, acredito que isso, mexerá com o meu lado emocional.
O significado trabalho mudou muito desde que, se registrou no Egito antigo os primeiros relatos de trabalho.
No Egito, os judeus eoutros povos eram escravos dos egípcios, na Grécia, as pessoas que eram capturadas se tornavam prisioneiras de guerra e, portanto escravos dos vitoriosos. Isso, porque na antigüidade e na idade média, o trabalho era associado à escravidão, a pobreza, resumindo a algo ruim.
Em 1867, um judeu de sobrenome Marx tentou explicar, no que mais tarde se tornaria um clássico para a esquerda, como o modo de produção capitalista, se apropriava do trabalho do proletariado, e como esse sistema era prejudicial para a sociedade como um todo; ele acreditava que em algum momento o proletariado se revoltaria e faria uma revolução comunista, algo que nunca aconteceu e os países que se dizem comunistas, não passam de ditaduras que oprime seu povo.
Nesse contexto, é nítido de que a melhor opção, de como uma nação deve ser conduzida é permitindo-se a livre iniciativa (Capitalismo), de modo a permitir o seu desenvolvimento econômico, inclusive com garantias jurídicas. Já no campo social, o estado deve atuar a fim de garantir o bem estar social, e o trabalho nessa complicada equação, tem um papel fundamental, como pré-requisito para cidadania, pois, quem trabalha, é respeitado no contexto social, paga impostos, consome e gera renda. Em contrapartida, não vemos, mais o trabalho com algo negativo, mas, há um conflito com os que retêm os meios de produção, para a sociedade quanto mais pessoas trabalhando melhor, para o capitalista quanto menos pessoas melhor, nesse conflito de interesses os capitalistas estão dando de goleada no interesse social, um bom exemplo são as montadoras de automóveis, só a GM que nas décadas 70/80 empregava cerca de 40.000 trabalhadores em sua fabrica no ABC hoje emprega 3.000 trabalhadores.
O capitalismo tem uma dinâmica frenética, que busca a maximização do lucro, a sociedade tem o interesse de que todos os cidadãos tenham emprego e a ajude a compor um país mais prospero e melhor, Emprego nos tempos modernos será cada vez mais raro, nós devemos repensar em como e onde ocupar esse batalhão de desempregados que temos mas grandes cidades, proporcionar a eles um modo de sobrevivência que os permita ser cidadãos.
Quando falamos em democracia, lembramos das liberdades individuais, lembramos da ditadura militar brasileira, e pensamos o quanto é bom viver em um país democrático.
Liberdade é algo tão necessário para o Homo sapiens, que muitos de nós perdeu a vida no passado e até hoje perdem a vida por causa da liberdade; na ditadura, centenas de pessoas foram assassinadas por não se calar ante as atrocidades dos militares.
Mas, até que ponto estamos dispostos a ceder em nome da democracia?
Me perguntei se eu seria capaz de entregar minha família em nome da democracia, e, cheguei à conclusão que não! Tudo tem limite até a busca pela liberdade.
No Iraque a ONU estima que aproximadamente 300 mil civis tenham morrido em nome desta “democracia”, calcula-se que se tenha gasto com a guerra cerca de 1,2 bi de dólares (equivale ao PIB da Índia em 2009), e o Iraque está pior do que no tempo do Saddan (que lembra Satã!).
Os americanos gastaram U$1,2 bi mataram 300 mil civis e nada de democracia, no lugar de democracia , corrupção generalizada, no lugar de liberdade, extremismo, no lugar de gratidão aos americanos, ódio.
Esse é apenas um dos resultados do que a política do medo pode causar em uma sociedade.
Essa política do medo aliada à arrogância do norte produziu milhares de órfãos, milhares de desabrigados, milhares de pessoas que odeiam com toda a sua alma a América e milhares de “terroristas” em potêncial esperando apenas uma oportunidade para fazer “justiça”.
Uma guerra, sem pé, sem cabeça, sem um por quê.
Espero que esta vontade americana de empurrar “democracia” goela abaixo aos outros perca o fôlego com essa burrada na terra que é o berço da civilização.